CNI defende parceria Brasil-Alemanha no pré-sal Aumentar letra Diminuir letra
02 de Setembro de 2009

Vitória – Em pronunciamento ao final do 27º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Vitória, Espírito Santo, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse que a indústria alemã pode ser um importante parceira nos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do pré-sal.

Monteiro Neto disse ainda que a Alemanha é um dos países que mais investem no setor industrial brasileiro, mantendo a tradição de uma bem-sucedida relação comercial, mas os dois países precisam ir além de questões pontuais. “É preciso enfrentar os novos desafios, dinamizar as relações bilaterais e avançar no processo de crescimento comercial.”

O presidente Lula, presente à cerimônia de encerramento do Encontro, em discurso de improviso, disse que pretende construir todas as parcerias possíveis com a Alemanha. O presidente lembrou a experiência alemã na realização de grandes eventos, e a bem-sucedida Copa do Mundo de 2006, que podem ser úteis para o Brasil, sede da competição em 2014. Depois de citar exemplos de sucesso da indústria alemã no país, Lula convidou os empresários estrangeiros a refletir sobre as potencialidades de investimento no Brasil, enfatizando que a nação “não quer ser mais o país do futuro”.

O presidente da República aproveitou para enviar um recado ao Congresso Nacional, defendendo a aprovação do projeto sobre pré-sal, em caráter de urgência constitucional. "Se o Brasil tiver responsabilidade e juízo", disse o presidente Lula, "pode se transformar num grande fabricante de produtos petroquímicos. Os deputados têm que ter consciência para dizer qual o tempo que precisam para analisar a matéria. Nós não podemos jogar fora essa oportunidade. Não pode nem ser precipitado, nem ser lento.”

Lula disse sonhar que o Brasil terá uma das maiores indústrias petroquímicas do mundo. Para isso precisa de uma forte indústria de petróleo. Em tom de brincadeira, o presidente afirmou que o Governo Federal agirá como uma “mãe” para os Estados no que diz respeito aos dividendos do pré-sal.

O papel do Governo, segundo Lula, “é como o de uma mãe, que tem que tratar todos com muito carinho e não deixar faltar nada. Jamais ia cobrir um filho para descobrir outro”. O presidente garantiu que no Congresso não há quem queira diminuir os ganhos dos Estados. “O que estamos querendo é fazer com que o petróleo do pré-sal possa ajudar o território nacional.” Segundo Lula, a melhor medida do Governo foi a criação de um fundo para investir em educação, combate à pobreza, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

“Teremos petróleo para ajudar a desenvolver o país’. O presidente refutou a informação que os poços encontrados na camada pré-sal não produziriam como se imaginava. Ele disse que as informações que lhe foram passadas são as melhores possíveis: na Bacia de Campos foram perfurados 13 poços, todos com 100% de possibilidade de serem rentáveis. Lula anunciou um novo modelo de construção de hidrelétrica em plataformas, que está sendo desenvolvido pelo Governo Federal, em que a estrutura é similar a uma plataforma da Petrobras. “Será uma revolução na produção de energia no mundo, que nem o mais radical ambientalista vai reclamar".

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