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Reconhecimento pelos 70 anos de história

Dr Jorge Côrte RealPor Jorge Côrte Real, presidente da FIEPE

Há 70 anos, a FIEPE tem sido a voz da comunidade industrial de Pernambuco. Como tal, congrega forças, aponta caminhos, denuncia riscos, canaliza insatisfações, proclama o futuro desejado, consegue adesões, anuncia pactos por avanços e novas conquistas, confessa dívidas com o passado e extravasa a alegria que celebra vitórias.

Prestou-se, de início, ao chamamento de lideranças do Estado à integração numa entidade, forte o bastante para traduzir, afirmar e defender os interesses da classe empresarial da indústria. E esta voz, expressão dos 38 sindicatos atuais, tem se tornado cada vez mais forte na medida em que se consolida e se amplia o vigor do setor industrial em nosso Estado.

A história dessa gloriosa entidade compreende três fases distintas embora encadeadas pela essência da continuidade institucional: a de criação e desenvolvimento (de 1939 a 1989), a de crise da maturidade (de 1989 a 1992) e a de revitalização (de 1992 aos dias atuais).

No primeiro momento, e em meio às dramáticas tensões socioeconômicas e políticas, Joseph Turton, convocou parceiros industriais e obteve a adesão de sete deles à criação da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (...). Criada no dia 3 de janeiro de 1939, só foi reconhecida pelo Governo Vargas em janeiro de 1943 (...).

A segunda fase coincidiu com as mudanças na política nacional de desenvolvimento que, enfraquecendo os mecanismos de promoção do avanço industrial no Nordeste, afetaram severamente o desempenho das empresas no Estado(...).

Na fase de revitalização, fez-se ouvir a voz de um novo e vigoroso chamado, no sentido da recuperação da identidade e da recomposição da unidade institucional, pondo-se foco nos grandes desafios da inserção da economia de Pernambuco.

Ao Presidente Armando de Queiroz Monteiro Neto, coube um papel decisivo nessa retomada de rumo. Esse processo de restauração viabilizou um novo modo de inserção na sociedade e preparou as bases para uma contribuição mais decisiva da FIEPE nos destinos da economia de Pernambuco.

Importa, no entanto, salientar que, além da Federação, o empresariado industrial conta com todo um Sistema, por ela coordenado e integrado pelo SENAI, SESI, CIEPE e IEL(...). Enquanto esses órgãos trabalham diretamente com as empresas, a FIEPE lida com as organizações sindicais.

 
"Nosso compromisso transcende a indústria
e estende-se ao
desenvolvimento
sustentável do Estado"


Mas, Senhores e Senhoras, alguns momentos reclamam uma voz de advertência. Então, a FIEPE antecipa oportunidades abertas pela dinâmica do desenvolvimento socioeconômico, bem como pelos mecanismos de política pública (...).

Outras vezes, faz-se escutar a voz do protesto. Quando, por exemplo, participa de fóruns, em que se debatem políticas públicas; quando faz estudos, elabora documentos e organiza eventos, reage e recusa, com a veemência e a indignação necessária, a tudo quanto possa configurar desatenção e dano ao avanço da indústria e do desenvolvimento de Pernambuco (...).

Atenta aos fatos e à dinâmica da sociedade, impões e a voz do anúncio de sonhos e desafios. Fruto de visão antecipatória de longo prazo, projetos estruturadores têm merecido todo o empenho da FIEPE por sua instalação no Estado, mesmo quando não pareciam ter viabilidade. Ocorreu isso nos casos de luta por uma refinaria de petróleo, um estaleiro, uma siderúrgica, uma montadora de veículos automotores, assim como pela Ferrovia Transnordestina. Hoje, são oportunidades concretas de negócios.

Entretanto, a voz profética da FIEPE prossegue anunciando a necessidade da instauração de inúmeras cadeias produtivas, que consolidem e disseminem o desenvolvimento do Estado. Por seu turno, ela se reestrutura internamente, para dar conta dos novos desafios. Nessa linha, criou recentemente uma nova divisão operativa: a de Petróleo, Gás Natural, Offshore e Naval.

Aqui e agora, a voz é de gratidão. Com efeito, a FIEPE deve a sua continuidade histórica e o seu bom êxito institucional e funcional a um sem-número de pessoas e entidades. Daí o seu reconhecimento de uma impagável dívida com os dirigentes que compõem a atual Diretoria, ex-presidentes e ex- Diretores; colaboradores; dirigentes dos sindicatos-associados; dos órgãos do Sistema FIEPE (...).
 
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Nosso reconhecimento, também, aos muitos parceiros, como o Governo do Estado, na pessoa do Excelentíssimo Senhor Governador Eduardo Campos, SEBRAE, universidades e institutos de pesquisa, CNI e, em especial, ao seu Presidente, Deputado Armando de Queiroz Monteiro Neto.

Não há, porém, como sustar, neste momento, a voz do compromisso. É preciso persistir, sem esmorecimento na luta, pelo avanço institucional da FIEPE, de modo a aprimorá-la no seu papel de voz legítima, oportuna e segura da indústria em Pernambuco, voz aglutinadora e amplificadora da energia criadora das suas lideranças(...).

Em síntese, o compromisso aqui proclamado transcende o campo da indústria e estende-se ao desenvolvimento sustentável do Estado e, por isso mesmo, à retomada do seu papel no desenvolvimento da região Nordeste e do Brasil.

Na qualidade de Presidente da FIEPE, empresto minha voz a toda a Diretoria, para declarar a esta Assembléia Legislativa e, em particular, ao Deputado Izaías Régis, a grande alegria com este evento consagrador. Nosso mais comovido agradecimento por esta solene homenagem aos 70 anos da nossa Instituição, a qual tem marcado seu desempenho pela identificação sempre mais afinada com o projeto de formação de uma sociedade verdadeiramente, e sustentavelmente, próspera, responsável, criativa e, acima de tudo, solidária e justa.

Muito obrigado!

(*) Excertos do discurso do presidente da FIEPE, Jorge Côrte Real, durante homenagem da Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco à FIEPE por seus 70 anos, em 09.09.2009.



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