Nova política nacional de resíduos sólidos trará mudanças
25 de Agosto de 2010O gerenciamento de resíduos sólidos foi o tema do encontro técnico promovido, na última quinta-feira (19), pelo Conselho Temático de Meio Ambiente (Contema) da FIEPE. Empresários, pesquisadores e estudantes debateram, na sede da entidade, os impactos da recém-aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos para o setor produtivo e a sociedade.
A aprovação da lei no início deste mês animou setores ligados à área ambiental, pois trata a gestão dos resíduos e logística reversa. Com isso, fabricantes, distribuidores e vendedores tornam-se responsáveis por recolher embalagens usadas, especialmente, de produtos como agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos. "A lei é muito importante para o desenvolvimento sustentável do País, porém, para que o setor produtivo possa se adequar e tenhamos ideia dos reais impactos sobre a indústria, é necessário aguardarmos a regulamentação da política", afirma o presidente do Contema, Anísio Coêlho.
O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), doutor em Meio Ambiente Fernando Altino enfatizou a importância de se refletir sobre um sistema de disposição e destinação dos resíduos. A nova política prevê a gestão integrada dos sistemas de resíduos em todos os níveis da esfera pública. "Contudo, a realidade, enquanto a regulamentação não sair, é que cada estado atue de acordo com sua legislação própria", diz o professor.
Uma alternativa para auxiliar o setor produtivo a gerenciar seus resíduos é o programa Bolsa de Resíduos, coordenado no Estado pelo CIEPE, em que empresas podem negociar resíduos a ser reutilizados como matéria-prima pela cadeia produtiva.

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