Indústria cria rede para apoiar redução de carbono Aumentar letra Diminuir letra
17 de Setembro de 2011

Brasília - A indústria terá um aliado na definição dos Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima exigidos pela Política Nacional sobre Mudança do Clima. Trata-se da Rede Clima da Indústria Nacional, lançada nesta quarta-feira, 14 de setembro, em Brasília, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Rede terá o objetivo de aprimorar a articulação do setor para mudança do clima e identificar prioridades, tendências e riscos sobre o tema, além de promover práticas de baixo carbono.

“A Rede terá informações atualizadas sobre as decisões do Plano Indústria, que trará indicadores de redução das emissões de gases de efeito estufa para diversos setores. Isso ampliará a participação de empresários, tanto do Rio Grande do Sul, quanto do Amazonas”, disse o gerente-executivo da Unidade de Meio Ambiente da CNI, Shelley Carneiro.

De acordo com Carneiro, o Plano Indústria deverá ser lançado em 15 de dezembro deste ano pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), conforme estabelecido pelo Decreto 7.390/10. Portanto, deverá receber um diagnóstico com informações da indústria de transformação e bens duráveis, construção civil, extrativa mineral, papel e celulose e química fina para ser incluído no Plano. Entre as contribuições previstas, estão as condições de produtividade, as tecnologias disponíveis e os indicadores de redução de emissão de carbono apropriados para cada segmento.

“Todos esses setores estão incluídos na Política do governo sobre mudança de clima e terão de apresentar planos de mitigação setorizados num prazo muito curto. A Rede proporcionará maior fluxo de informações para que a posição do setor seja incluída no Plano Indústria”, destacou a coordenadora da Rede Clima, Paula Bennati.

A Rede Clima terá a participação de representantes de associação setoriais, federações de indústrias dos estados e empresários, como por exemplo, representantes da Votorantim, Camargo Corrêa, Vale e a ThyssenKrupp - Companhia Siderúrgica do Atlântico. “Além de servir para elaboração dos planos setoriais, a rede receberá contribuições das empresas sobre boas práticas de gestão de carbono e sustentabilidade. As federações terão papel fundamental na articulação com governos estaduais e municipais para passar informações de como é a atuação na questão do clima em cada região”, explicou Paula Bennati.

“A rede é fundamental para fazermos uma discussão sobre a base de cálculo de emissão de carbono da indústria”, afirmou o gerente de Sustentabilidade da Votorantim, David Canassa. “Precisamos ver nesse processo uma oportunidade de sermos mais competitivos, inclusive na redução de custo das obras que podem emitir menos gás de efeito estufa”, destacou Kalil Farran, gerente-executivo de Sustentabilidade da Construtora Camargo Corrêa.

O lançamento da Rede Clima Indústria Nacional ocorreu durante a reunião do Grupo de Mobilização Empresarial sobre Mudança do Clima realizada na sede da CNI. A reunião teve a participação do representante do MIDC Demétrio Filho e da diretora do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Karen Suassuna. Eles apresentaram as ações para elaboração do Plano Indústria.

“Pretendemos estar neste grupo para levar sugestões que condizem com a realidade do setor. Entendemos a importância do Plano, portanto queremos uma indústria que possa crescer e inovar e estar no contexto mundial de competitividade”, defendeu Shelley Carneiro. “Precisamos decidir com a indústria a metodologia a ser adotada para medição de carbono para ser incluída no Plano”, ressaltou Demétrio Filho. “A CNI é um importante articulador para apresentar quais os desafios do setor na questão do clima”, disse Karen Suassuna.

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Fonte: CNI

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